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São Paulo, no
final do séc. XIX,
crescia com a indústria
e o café. Tornou-se
imperativo construir um
teatro à altura
da importância da
cidade e das necessidades
de sua elite econômica,
que acabava de perder
para um incêndio,
em 1896, o Teatro São
José (Praça
João Mendes), palco
das suas principais manifestações
artísticas.
Dois projetos de lei aprovados
pela Câmara dos
Vereadores, isentando
de impostos por até
50 anos quem construísse
um teatro em São
Paulo, não foram
suficientes para concretizar
esse desejo.
Em 1900, a questão
passou para o âmbito
do Senado estadual, que
finalmente cede à
prefeitura um terreno
desapropriado nos altos
do Morro do Chá,
e e Câmara autoriza
um crédito de 2.308:155$280
contos de réis
para o início das
obras ( cujo custo final
chegou a 4.500:000$000
contos de réis)
. O arquiteto Ramos de
Azevedo e os italianos
Cláudio Rossi e
Domiziano Rossi iniciaram
a construção
em 1903 e, após
oito anos de trabalho,
o Theatro Municipal foi
inaugurado em 1911 com
a ópera Hamlet,
de Ambroise Thomas, diante
de uma multidão
de 20 mil pessoas, que
se acotovelava às
suas portas. São
Paulo se integrava, então,
ao roteiro internacional
dos grandes espetáculos.
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Pelo
palco do Theatro Municipal
passaram os maiores nomes
da música, da cena
lírica, da 
dança e do teatro
como Maria Callas, Enrico
Caruso, Heitor Villa-Lobos,
Camargo Guarnieri, Arturo
Toscanini, Claudio Arrau,
Arthur Rubinstein,Renata
Tebaldi, Beniamino Gigli,
Ana Pawlova, Nijinsky, Isadora
Duncan, Guiomar Novais,
Magdalena Tagliaferro, Wilhelm
Kempff, Yehudi Menuhin,
Nureyev, Margot Fonteyn,
Baryshnikov, Duke Ellington,
Ella Fitzgerald, Vivien
Leigh, entre muitos outros.
Além
de tantos nomes importantes,
o Theatro Municipal ainda
foi palco de um dos mais
importantes movimentos transformadores
na cultura do Brasil: a
Semana de Arte Moderna de
22. |
 A
construção
do Theatro Municipal foi
considerada arrojada para
a época. Recebeu
influência da Ópera
de Paris e sua arquitetura
exterior é de inspiração
renascentista, com expressivos
módulos decorativos
do neo-clássico grego
e romano. Em seu interior,
muitas obras de arte. Bustos,
bronzes, medalhões,
paredes decoradas, cristais,
colunas neoclássicas,
vitrais, mosaicos e mármores
garantem um banquete para
os olhos do espectador mais
atento. No salão
nobre, em estilo art-noveau,
destaca-se a pintura no
teto de Oscar Pereira da
Silva, mostrando o nascimento
da Dança, da Música
e do Teatro. |
 Dois
grandes restauros marcaram
as mudanças e renovações
do Theatro. O primeiro,
em 1951, com o arquiteto
Tito Raucht, criou novos
pavimentos para ampliar
os camarins, reduziu os
camarotes e instalou o órgão
G. Tamburini.
O mais recente, de 1986
a 1991, foi comandado pelo
Departamento de Patrimônio
Histórico da Secretaria
Municipal de Cultura, restaurando
o prédio e implementando
estruturas e equipamentos
mais modernos.
Hoje, o Theatro Municipal
coordena escolas de música
e dança e busca desenvolver
cada vez mais o trabalho
de seus corpos estáveis:
a Orquestra Sinfônica
Municipal, Orquestra Experimental
de Repertório, Balé
da Cidade de São
Paulo, Quarteto de Cordas
da Cidade de São
Paulo, Coral Lírico
e o Coral Paulistano.
Uma estrutura de quase 900
pessoas, entre técnicos,
artistas e funcionários
que zelam pela casa.
O calendário de eventos
traz nomes brasileiros e
internacionais, sempre valorizando
o trabalho de seus próprios
conjuntos.
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Às
vésperas de completar
100 anos, com sua arte,
sua história e seus
cenários de sonho,
o Theatro Municipal continua
a receber a todos de portas
abertas e representar para
São Paulo o mesmo
que significou ao nascer,
em 12 de setembro de 1911.
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